Em meio a rumores, Fifa nega ter recebido pedido árabe para tirar Copa do Catar

No sábado, rumores divulgados por sites no exterior e em agências de notícias davam conta que a Arábia Saudita, Iémen, Mauritânia, Emirados Árabes, Bahrein e Egito formalizaram um pedido de substituição do Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022 por “apoio a terrorismo”. Até mesmo uma frase atribuída ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, dizia que ele poderia acatar o pedido. No entanto, a entidade tratou de negar as informações veiculadas bem como qualquer comentário feito pelo dirigente.

– O presidente da Fifa jamais recebeu tal carta e, consequentemente, não fez nenhum comentário sobre isso. Como já foi dito, a Fifa está em contato regularmente com o Comitê Organizador Local do Catar 2022 e o Supremo Comitê para Entrega e Legado cuidando de assuntos relacionados à Copa do Mundo de 2022 – afirmou um porta-voz da Fifa.

Fifa negou que Gianni Infantino tenha ponderado tirar Copa do Mundo de 2022 do Catar (Foto: Reuters)

O site de notícias “The Local” retirou do ar o artigo que continha as supostas frases de Infantino e a intenção de retirar a Copa do Mundo de 2022 do Catar. Na nota, afirmavam que a carta continha uma ameaça dos países árabes que, no caso da Fifa se opor à substituição, fariam uma pesquisa de opinião com outros países membros para tomar uma decisão sobre o assunto.

Em junho, após uma crise diplomática entre países do Oriente Médio, Gianni Infantino defendeu o Catar enquanto sede da Copa do Mundo de 2022. Segundo o dirigente, o papel da Fifa era de “lidar com o futebol e não interferir na geopolítica” e lembrou o prazo de cinco anos até o Mundial, esperando que a situação possa se resolver até lá. Ele ainda evitou especular que o país do Golfo Pérsico pudesse perder o direito de sediar a competição.

fonte: GE