Semasc e Conselho Municipal promovem debate sobre os Direitos da Mulher

Semasc e Conselho Municipal promovem debate sobre os Direitos da Mulher

Com o objetivo de dar continuidade às ações de empoderamento das mulheres aracajuanas e levar informação de qualidade sobre as políticas públicas e serviços destinados ao atendimento deste público, a Secretaria Municipal da Assistência Social e Cidadania (Semasc), através da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), realizou na tarde desta terça-feira, dia 6, a “Roda de Conversa – Acesso aos Direitos da Mulher”, na sede da Associação de Mulheres Virtuosas, no bairro Santa Maria.

A Roda de Conversa reuniu mulheres do Santa Maria e 17 de Março. Elas foram apresentadas às diversas entidades que compõem a Rede de Atendimento à mulher em situação de violência: Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPM), Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh); Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça; Coordenadoria da Mulher do Ministério Público; Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM) da Defensoria Pública; e Delegacia de Atendimento à Mulher. Além disso, elas participaram do debate sobre os principais problemas enfrentados por elas na região.

Para a vice-prefeita e secretária da Semasc, Eliane Aquino, o trabalho de toda a rede de proteção deve se somar ao que já vem sendo realizado nos equipamentos da Semasc. “Nós estamos aqui com a rede de proteção à mulher para fazer com que elas sejam multiplicadoras das informações sobre os direitos da mulher dentro do próprio bairro. Estamos trabalhando fortemente a prevenção à violência nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Nos Cras de forma preventiva e nos Creas na remediação quando direito já foi violado. Na verdade nossa meta é que o Cras consiga, com os processos de prevenção, fazer com que a mulher não venha sofrer a violência. É muito importante não só trazer o tema para o Cras mas que toda a rede de proteção empodere nossas mulheres sobre seus direitos”.

Mariana Diniz é delegada de Polícia e diretora do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). Para ela, um trabalho articulado na Rede de Proteção da Mulher é importantíssimo. “A importância desse evento é trabalhar em rede, articular e levar a conhecimento das mulheres como a Rede de Proteção da Mulher funciona. Assim, ela vai se sentir encorajada para denunciar os casos de abuso que venha a sofrer. Estamos aqui para esclarecer, tirar dúvidas, incentivar, sensibilizar e mostrar que todo mundo tem que se envolver. Não existe mais aquela máxima ‘em briga de marido e mulher, não se mete a colher’. Afinal, violência contra a mulher não é um problema só da polícia. É do Estado, da família e da sociedade.”

Ação continuada

Apenas no mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Semasc realizou uma série de palestras com o mote “Toda mulher é Forte”. Somente naquele mês, a equipe conversou com mais de 800 usuárias dos Cras e Creas e detectou a importância de levar informações de qualidade à população, promover debates qualificados e traçar, junto com a comunidade, estratégias que incentivem o empoderamento feminino de modo permanente.

No alto da experiência de quem já passou por três casamentos, Maria Dalva dos Santos, diz que momentos como esse são muito importantes para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam a quem recorrer. “É muito bom sabermos mais sobre os nossos direitos. Hoje em dia as coisas estão muito complicadas, os homens e as mulheres têm outro tipo de comportamento e é preciso que a gente saiba a quem pedir ajuda quando precisar. Além disso, também é um de conhecermos pessoas novas”, afirma.

Rompendo o silêncio

Um dos resultados esperados é o encorajamento das mulheres para que procurem ajuda quando forem vítimas de algum tipo de violência e denunciem seus agressores. Somente até o final de maio, 1.080 mulheres que residem em Aracaju registraram a ocorrência de violência doméstica do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil.

Presenças

A DAGV, através da delegada Mariana Santos, o Tribunal de Justiça, por meio da juíza Iraci Mangueira, a Defensoria Pública, por intermédio de Richesmy Santa Rosa, o Ministério Público, representado por Gicele Maria Cavalcante, o Conselho de Defesa da Mulher na figura de Adélia Pessoa e a Casa Abrigo através da coordenadora da Edna Nobre conduziram o evento junto com a Semasc.

 

 

 

 

Fonte:

Assessoria de Comunicação
Secretaria Municipal da Assistência Social e Cidadania (Semasc)
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